sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O lixo nosso de cada dia

Nove pessoas já morreram em São Paulo, desde dezembro, por causa do mau tempo. As mortes aconteceram em inundações ou deslizamento de encostas. Se o Estado fosse governado pela Marta Suplicy, provavelmente a mídia paulista já teria a quem apontar como responsável pela falta de prevenção. Mas como o governo é do PSDB, a culpa deve ser de São Pedro.

É lamentável o modo como Estadão e Folha cobrem a tragédia. Ontem os dois jornais praticamente ignoraram o assunto na primeira página. O Estadão deu um terço de capa para a cantora inglesa Amy Winehouse, realçou a expansão do metrô e fez um registro das enxurradas. O assunto é tratado como fatalidade.

A TV também não escapa. Para se ter uma ideia do tratamento, o Jornal Hoje desta quinta-feira chegou a chamar o assunto na “escalada”, mas deixou a matéria para o miolo do telejornal. Imediatamente antes, como quem não quer nada, exibiu reportagem sobre o esforço da Sabesp para orientar as pessoas a não jogarem lixo na rede de esgoto. Isso não é uma explicação oficial; é um álibi.

Como diz um amigo: bem feito: se os paulistas tivesse optado pela oposição em São Paul, certamente teriam uma imprensa mais crítica.


O governador Geraldo Alckmin, acompanhado da primeira-dama, do prefeito de São Paulo e do ex-candidato à Presidência José Serra, durante missa realizada esta semana em memória de Orestes Quércia.
Foto de Milton Michida, publicada no Portal do Governo de São Paulo e disponível na Internet. 

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