domingo, 2 de janeiro de 2011

Imaginação e realidade

Hoje precisei ler duas vezes a coluna de Jânio de Freitas, que está na Folha de S. Paulo ou disponível para assinantes da Folha On Line. Ao analisar os dois governos de Lula, o colunista fala numa guinada do primeiro para o segundo mandato, negando a continuidade prática. Entre as ponderações, avalia uma inovação decisiva que veio a fazer o sucesso de Lula e seu governo: a imaginação. Presume nos programas fortalecidos depois da reeleição (Bolsa Família, PAC, transposição do São Chico e Minha Casa, Minha Vida) um caráter desenvolvimentista, que, além dos resultados efetivos, cria uma ilusão de crescimento. A especulação pode deslocar a essência das ações de governo, as quais priorizam benefícios sociais. Estes, sim, síntese do sucesso. Se o êxito do governo Lula é, mesmo que em parte, produtos de imaginação, o dinheiro que o povo está colocando no bolso deve ser falso.

Élio Gáspari comenta sobre o acidente que amputou a perna direita de Roberto Carlos quando menino; assunto muito especulado na minha infância. O colunista cobra do artista a contribuição que poderia dar, como deficiente, a outros portadores de deficiência física, quase sempre desamparados e vítimas do infortúnio. O assunto é profundamente particular, mas quem ganha dinheiro com o público não pode exigir privacidade. Fico imaginando a contribuição que Pelé poderia ter dado à causa dos negros.

Ainda sobre colunistas, Celso Nascimento, na Gazeta do Povo de hoje, faz uma análise sobre o velho Beto Richa, que assume o governo do Estado. Clique aqui para ler a coluna, que está disponível na Internet.

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